Sim...Tudo o que fazemos com amor sai melhor!
Claro que a nossa Secretaria de Obras não dorme no ponto e se esforça para fazer o melhor para a nossa população:
Poste meio fora do lugar em Vila Velha...
Tampa de bueiro quebrada no Bairro Nossa Senhora da Penha(Rua Edgar de Souza)
A nova rua Messias Gonçalves Correia, que até parou na TV, foi asfatada e entregue recentemente. Só faltou fazerem as faixas, colocar a sinalização horizontal e vertical, bem como nivelar as tampas de bueiro, que estão posicionadas uns 10 centímetros abaixo do nível do asfalto. Bela inauguração!
Canteiro da Av. indember(no setor já renovado). Muito bela a ornamentação feita de entulhos...
Essa calçada foi flagrada em Cariacica Sede. Planejamento e primor de execução que chegam a me emocionar!
Essa placa foi flagrada na Av. Leitão da Silva, nas imediações da Unitera:
Seria essa, a placa A32c, ou a A49?
Só não temos dúvida do significado dessa placa: Passagem de Pedestre Plantando Bananeira
O importante é já começarmos a treinar:
NdA: e não venham me dizer que isso não é utilidade pública!
No site da Gazeta, fizeram uma prospecção sobre os carros novos mais baratos hoje no ES:
Ford Ka 1.0 - Preço cai de R$ 23.600 para R$ 21.240
Fiat Mille - Queda de R$ 23.650 para R$ 22.102
Effa M100 - O preço do popular chinês caiu de R$ 24.980 para R$ 23.345,79
Chery QQ - O chinês, que custava R$ 24.490 para R$ 23.355
Renault Clio - Preço passou de R$ 25.300 para R$ 23,644,86
Chevrolet Celta - Queda de R$ 26.008 para R$ 24.306,54
Fiat Uno - Preço caiu de R$ 26.880 para R$ 25.121,50
Volkswagen Gol - Queda no preço de R$ 26.960 para R$ 25.196
Chevrolet Classic - Preço com redução de R$ 27.573 para R$ 25.769
Nissan March - Queda no preço de R$ 27.790 para R$ 25.971
Na reportagem, falavam pra gente "não correr ainda pra concessionária". Francamente, muito espirituoso por parte do repórter. Eu iria é fugir da concessionária!!!
Desses aí, eu compraria apenas o March 1.0+Pacote Plus e, mesmo assim, de segunda mão, em bom estado(o único senão é ele não vir com opção sem o motor Flex). Os chineses, apesar de evoluírem em passos galopantes, ainda estão abaixo de um nível mínimo de qualidade construtiva(é preferível esperar mais uns aninhos para comprá-los sem medo). Já os nacionais, ou estão muito datados(no caso do Classic), ou vêm despojados em excesso(no caso do resto).
É, por mais que possa parecer estranho, a FIAT involuiu o Palio na geração atual.
Além
de perder suas características estéticas próprias, parecendo um Punto
de bolso agora, o Palio sofreu uma reengenharia de cunho no múnimo,
duvidoso.
Quem mexe com informática sabe o que involução e
downgrade significam: quandoa Microsoft lançou o Windows Vista em
relação ao XP, muita gente simplesmente odiou: era um sistema pesado,
consumia memória demais e os ganhos eram largamente insuficientes. O
mesmo pode ser dito do Ubuntu atual, que tem sido alvo de crítica por
parte de alguns usuários mais tarimbados. O resutado? Muita gente que
tinha o Vista, pedia para as lojas colocarem o XP. Se pudesse ser feito
isso nas concessionárias FIAT...
Mas por que digo isso? Com que embasamento? No renomado bestcars, foi feita uma avaliação do Palio, que está no seguinte link: http://bestcars.uol.com.br/testes3/fiat-palio-2012-1.htm
Até
aí, tudo bem: é uma evolução estética bem grande, puxada pela queda de
vendas causada pela auto-concorrência com o Novo Uno. De vantagens,
muitos opcionais e um preço que chega a (exagerados) R$49.631,00. Agora
vamos da teoria à prática: http://bestcars.uol.com.br/mes/fiat-palio-attractive-relato1.htm
O
Bestcars fez um mês de andanças com o Palio, levando-o a um mecânico(e
fã de Palios de gerações anteriores). As materia completa merece ser
lida. Mas vou poupar um pouco de tempo e resumir os pontos principais:
Acabamento interno confuso:
intensa profusão de plásticos diferentes por dentro do carro que, em
geral são simples demais para um carro nessa faixa de preço;
Desconforto nos bancos: ergonomia zero no sistema de elevação do assento do motorista;
Caixa de câmbio problemática:
mudança ruim de 4ª para 5ª marcha e ouve-se o som das engrenagens
quando se roda numa área de pouco movimento. Imperdoável dar 50 mil
nisso.
Volante torto: não,ele não vem de fábrica assim.
Mas como os amortecedores e molas são mais duros e os coxins(peças que
suportam a suspensão e absorvem impactos e vibrações) são moles.
Resultado: se der um golpe forte no volante, ele ficará meio desviado na
direção que se deu o golpe. Considerando que você saiba como consertar
esse desvio(o que não deve ser o caso em boa parte das vezes), é
desagradável pegar um carro com aquele volante torto, já que não terá
uma boa empunhadura em alguns casos;
Suspensão muito dura;
Caixa de fusíveis mal posicionada e sujeita à infiltração de água:
isso poderá derrubar o preço das unidades seminovas e dificultar a vida
de quem tentar comprá-lo de segunda mão. Até já vejo que muitos Palios
chegarão às lojas no mercado de seminovos sem as tampas das caixas e com
oxidação em alguns contatos;
Acabamento externo irregular:
segundo especialistas, o espaçamento entre portas e a carroceria é
totalmente irregular, parecendo que o carro foi batido e mal remendado; e
Escape mal posicionado:
ele fica muito próximo do pára-choque traseiro e o calor o derrete.
também será uma peça difícil de se encontrar intacta, pelo visto, daqui a
alguns anos.
Em suma, procure forma melhor de gastar seus suados 50 mil reais.
NdA: espero que a FIAT conserte tudo isso no modelo 2013, pois o 2012 é uma autêntica roubada.
É, caríssimos. Ser gearhead no Brasil não é fácil.
Primeiro, o que é ser um "gearhead"?
Esse termo em inglês é uma alusão às pessoas fanáticas por trocas de
marcha, logo, por carros. E, tendo dito isso, fica mais simples de
compreender a dificuldade que é, pro brasileiro, de ser um verdadeiro
apaixonado por carros.
Isso me faz lembrar da publicidade da rede Ipiranga há uns anos:
Provavelmente, eu faria a mesma coisa.
Isso é ser gearhead.
Não, não é abandonar família e trabalho para ficar lambendo o
carro(isso já é doença). Gostar do carro é cuidar dele, mantê-lo em
perfeito funcionamento e saber como ele funciona.
Gostar de carros é: Dizer não aos carros flex: a imposição mercadológica dos flex
é a maior burrice no setor automotivo, junto com a vinda da geração
atual de chineses para o país. Carros com motor flexível sacrificam
eficiência para poder dar a possibilidade de se rodar com dois
combustíveis. Mas, calma lá: se o preço da cana é feito à mercê dos
produtores, o que a tem feito ser um mau negócio para qualquer motorista
na maioria das UFs há anos, por que ainda não demos às costas para os flex? Só pra termos uma ilustração: um uno flex(falo
do caixotinho) faz 14:1 na gasolina hoje, com o motor 1000 cilindradas.
O mesmo carro, em 1981 fazia 11km/l. Em 30 anos, a economia melhorou
3km/l só. Um carro europeu com a mesma cilindrada faz essa marca com o
pé nas costas: o Opel Agila 1.0 faz 21km/l na gasosa lá. Mesmo a versão mais forte (1.2l) faz 19,6km/l e entrega 94cv nas rodas.
Ou seja: não sabemos exigir um carro mais eficiente para nós.
Dizer não a ter um carro para aparecer:
essa é a pior das piores na minha opinião. Dos carros fabricados hoje,
eu tiro uma comparação com os carros de outras épocas. Todo mundo sente
bater o apelo visual do Veloster, de um Azera, de um Cruze, ou de um Fusion. Mas, cá entre nós, deve ser penoso ter um carro como Veloster, que aparenta ser mais veloz(inclusive no nome) do que ele é. Falo isso com embasamento de que, se ele pegar um Maverick V8 302, ou um Opala 250S, o Veloster perde tanto na aceleração de 0 a 100, quanto no velocidade final. Um Citroën C4 perde em consumo para um Opala 2.5(que é um carro muito mais pesado, com um motor muito mais obsoleto).
Se
pararem para analisar, as propagandas de carros têm ficado
excessivamente racionais e, ao mesmo tempo, elas têm tentado cativar o
cliente pela pretensa exclusividade de um modelo, ou pelo conforto de
ser flex, ou por algum outro motivo que não seja nem um pouco razoável. Como exemplo:
Tudo bem que a parte das pessoas juntado as folhas no chão dá a entender que seria a materialização
de algo que elas querem. Mas, a parte em que todos ficam ao redor do
carro, curiosos, é indicativo da síndrome "eu preciso que olhem pra mim,
como se as pessoas tivessem necessidade de serem notadas e amadas materializadas num pedaço de metal. Isso não é ser gearhead, é ter carência extrema.
Apareça tendo um carro. Não tenha um carro para aparecer. É sutil, mas é diferente.
Deve ser triste ter um carro que só aparenta ser veloz, mas no vamos ver, perde prum "carro velho".
Não ceder à mentalidade comum:
pode parecer bobagem, mas não imaginam quantas vezes na vida, ouvi
gente fazendo piada comigo e com meu carro: "Ah, ele é velho!", "Bebe
quanto?", "Podia ter economizado por mais uns anos e ter comprado um
Mille zerinho".
Ah, vão pra merda! Acham que eu escolho um carro
porque ele tem garantia? Não, não escolho um carro por isso. Quando fui
comprar meu carro, levei meses estudando o melhor custo-benefício. Não,
eu não quero um carro para jogar fora dois anos depois. O meu carro é o
carro com que fui à faculdade, dei carona pros meus colegas, viajei com
minha família, passeei com minha namorada e é o carro com que pretendo
ficar por muito tempo e, eventualmente, deixar pro meu filho(ou filha).
Comprar um carro atrás do outro(e jogá-lo fora um atrás do outro por
conseguinte) só aumenta os problemas de tráfego e de emissões. Ser gearhead não quer dizer que você nunca trocará de carro, e sim que você trocará quando necessário. E, cá entre nós, não é necessário trocar um carro porque ele não está na modinha dos seus amiguinhos de facebook.
Ter um ataque de nervos com o combustível caro:
é, é foda, mas é muito caro se dar ao prazer de rodar por aí. Com
preços beirando 3 reais, dirigir por prazer tem sido um prazer relegado
ao segundo plano. O álcool também está caro por causa dos malditos
usineiros que desviam parte da produção para fazer açúcar. Política
tributária, transporte rodoviário, cartéis e falta de uma refinaria no
ES também atrapalham uma possível queda nos preços.
Ressentir-se com a falta de um maior comprometimento nosso ao esporte: com apenas um autódromo, só temos a fórmula BKR
que corre aos trancos e barrancos, superando as mais infindáveis
dificuldades, como a falta de apoio aos esportes no ES(e falo de todos
os esportes, nesse caso). Os Karts e as arrancadas no Sambão do Povo também carecem de divulgação mais ostensiva. Fora isso, eventualmente os jipeiros e motociclistas resolvem pegar uma trilha por aqui. Mas e os eventos nacionais? Cadê a stock? Fórmula Renault?
Copa Clio? Como apelamos para os circuitos de rua, poderíamos ter uma
grande visibilidade, já que esses circuitos são muito mais charmosos e
evocativos. Uma vez, Vitória foi chamada de a Mônaco brasileira(é claro,
com renda per capita muito menor e sem cassinos). Precisamos de mais
eventos desse calibre aqui.
Sentir a falta de um Track Day: temos um autódromo. Temos os carros. Por que não unir ambos? Em diversos Estados, os track days têm virado febre e o motivo é ridiculamente
simples: muitos têm carros preparados e querem ver até onde eles vão,
mas não têm pista, então correm na rua, fazendo rachas. Mas e se
tivermos um autódromo, com segurança, apoio médico e uma pista boa para
acelerarmos? Você não precisa ter um carro com 200000 dólares em peças.
Pode correr com aquele Palio 1.0 mesmo. Com isso, vai ficar mais próximo
do seu carro e mais ciente de suas limitações na direção, podendo
corrigir seus erros num ambiente controlado.
Caçar peças: como conseqüência
do consumismo desenfreado, as fábricas deixam muito cedo de fabricar as
peças para nossos carros. Dia desses, um amigo pediu para ir com ele a
uma revenda Chevrolet, comprar umas peças do interior do Vectra
2006. A resposta é que eles não tinham a peça nem no estoque!!! Claro,
as peças de carros mais novos são as que estão em voga. Quem tiver um
carro mais antigo, tem de recorrer a preces lojas de auto-peças e ferros-velhos.
Caçar
peças, significa ir a buracos onde nunca ousaria antes pôr os pês e
ficar íntimo da galera das lojas e ferros-velhos em Alto Laje, São
Torquato, Cobilândia...
Revoltar-se com as peças paralelas. Isso acontece mais com os donos de antigos: como muitas peças(especialmente as de acabamento) há muito não são fabricadas, é necessário recorrer a fabricantes de peças independentes. Pode ter certeza de que a peça que você comprar
90% das vezes não vai bater com a peça original e 99% das vezes terá
acabamento inferior. Ah, e dependendo da peça, ela vai custar uma
fortuna.
Boas novas!
Ao que tudo indica, o Governo Capixaba está fazendo um esforço para que os contribuintes não enlouqueçam como os de São Paulo, que enfrentam hoje mais de 230km(motivo pelo qual não tenho vontade alguma de ir pra lá).
No intuito de desafogar o trânsito, eles pretendem acelerar a implantação do BRT e de um mini-terminal da Reta da Penha. Além disso, o túnel entre a Enseada do Suá e a Glória também será edificado em breve.
Falando em "breve", o Estado está terminando de fazer os estudos sobre as novas embarcações para fazer a travessia da Baía de Vitória.
Tudo muito bom, tudo muito bem...
Mas aí, vem a seguinte pergunta: Os corredores vão ocupar as faixas centrais das pistas de rolamento. Estou certo de que alguns pontos de ônibus do lado da direita continuarão a existir. Como é que os carros(muitas vezes articulados) farão essa transposição de faixa com impacto mínimo no trânsito?
Outra questão são as lanchas: quando elas ficarem prontas, elas vão usar os mesmos (poucos) atracadouros de antigamente? Quando a PISA encerrou as atividades, havia 4 atracadouros apenas: Glória, Dom Bosco, Centro de Vitória e São Torquato. Espero que, além dos citados, ponham paradas na Rodoviária de Vitória, Shopping Vitória, Alto Lage, Camburi e Praia da Costa.
Mas e quanto às soluções simples?
Sim, todas essas soluções são complexas e caras. Só que temos de botar na ponta do lápis as mais baratas e eficientes também, como um canal direto entre as secretarias de obras e trânsito(de todos os municípios metropolitanos e as do Governo). Além disso, elas precisam ter comunicação com o pessoal do Transcol, Sanremo e GV Bus. Quantas vezes estávamos num ônibus e ele entrou numa rua interditada, tendo que fazer um desvio e, invariavelmente, complicando o trânsito todo? Se as empresas soubessem de antemão as obras planejadas, elas poderiam traças rotas alternativas, reduzindo o impacto no trânsito.
Semáforos. Sim, eles são um dos grandes vilões do trânsito, pois a sua dessincronização acaba tolhendo o tempo de todos. A Dante Micheline é um exemplo claro de dessincronização. A velocidade é de 60km/h. Quero ver, você largar de um sinal, alcançar os 60 e cruzar toda a avenida sem pegar um único sinal vermelho. É impossível. Já tentei inúmeras vezes. Quando chego ao Aruan, acabo pegando sinais fechados.
Outro problema relacionado aos semáforos são o excesso deles. Um caso clássico é o da Rod. Carlos Lindemberg, no trecho que compreende Aribiri e a Glória: são 8 sinais para quem segue no sentido IBES desde o Banco do Brasil até o Posto Sete. OITO! E isso é um trecho de apenas 1 km!
Além disso, ainda temos obras planejadas que são feitas em horários totalmente impróprios, como os rushes matinal e vespertino. Ontem mesmo, eu passei por um carro de limpeza de rua que fechava uma das 3 pistas da Carlos Lindemberg na Glória, lá pras 18:10... A questão é que ninguém quer saber de pagar os extras para fazer uma intervenção num horário de pouco movimento, preferindo travar o trânsito, em vez disso.
Agora falta saber quando teremos um sistema de metrô subterrâneo e trem metropolitano.
Sem contar que, para atenuar o problema de transporte, devemos descentralizar os empreendimentos de Vitória, reduzindo o fluxo para a capital o máximo que der.
NdA: não dá pra só pensar pequeno quando se fala em mobilidade urbana